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1ª edição da Conferência “C-DAYS 2025”

1ª edição da Conferência “C-DAYS 2025”

Dinamizada pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) de Portugal, a “C-DAYS” é um evento de referência nacional na área da cibersegurança, com o objetivo de reforçar as melhores práticas neste domínio e criar as bases para um ciberespaço mais resiliente, através da partilha de conhecimento e reflexão conjunta das diferentes comunidades de cibersegurança, beneficiando do conhecimento partilhado e da reflexão das diferentes comunidades ligadas à cibersegurança.

A edição deste ano da “C-DAYS” realizou-se de 24 a 26 de junho, no Centro de Congressos do Estoril, em Portugal, e teve como tema central “+Resiliência“, apelando a um papel mais proativo de todos para a cibersegurança, sob o impulso do processo de transposição da Diretiva NIS 2.

Com cerca de 1.700 participantes, 139 oradores, 18 workshops e 22 painéis, este ano, esta Conferência destinou-se a um público diversificado, abrangendo os setores público e privado, decisores e gestores de topo, técnicos e especialistas e académicos e ao longo de três dias, vários temas estiveram em debate, estruturados nas seis áreas de atuação do CNCS: sensibilização, formação e treino; desenvolvimento de capacidades; conhecimento situacional; prevenção e resposta a incidentes; regulação e supervisão e certificação em cibersegurança.

Reconhecendo o papel que representa a cooperação intersectorial e também o diálogo internacional, este ano o CNCS convidou a AICEP, bem como os seus associados e demais autoridades do setor das comunicações com que se relaciona no espaço lusófono, para se associarem e fazerem-se representar neste importante e muito relevante evento.

Adicionalmente, e com o objetivo de aproveitar esta oportunidade única, o CNCS convidou a AICEP e os seus membros para uma ação de trabalho, no dia 23 de junho, imediatamente antes da “C-DAYS 2025”, com o objetivo de aprofundar as relações entre ambas as entidades, tendo esta ação se consubstanciado em sessões de mesa-redonda para partilha de conhecimento, experiências e boas práticas entre todos os participantes.

Esta reunião bilateral de trabalho realizou-se nas instalações do CNCS, em Lisboa, e proporcionou aos 29 participantes representantes dos membros da AICEP também a participação num “Table Top Exercise”. Menos intenso do que uma simulação em grande escala, tratou-se de um exercício de mesa para ver como as nossas organizações e equipas reagirão sob pressão. Nesta sessão informal, baseada em discussões, discutiram-se os vários papéis e respostas durante uma emergência, percorrendo vários cenários de exemplo.

A sessão de encerramento da “C-Days 2025” contou com a intervenção do Ministro da Presidência de Portugal, António Leitão Amaro. “Esta é seguramente uma das áreas mais injustamente ignoradas da discussão pública”, disse o Ministro da Presidência, referindo-se à área da cibersegurança. Ainda que o país apresente alguns indicadores positivos na área da cibersegurança, “estamos longe do objetivo que precisamos”, disse, remetendo para a necessidade de reforçar as capacidades do CNCS, enquanto autoridade nacional de cibersegurança.

António Leitão Amaro falou ainda, na sua intervenção, da importância da formação de uma geração de especialistas em cibersegurança, nomeadamente através de parcerias com as universidades e institutos politécnicos, de que é exemplo o programa de formação avançada “C-Academy”, desenvolvido pelo CNCS.

“Podem contar com o Governo português”, disse, “temos perfeita noção da criticidade da segurança do ciberespaço. Queremos dotar o país de instrumentos inteligentes que valorizam a segurança, mas que preservam a liberdade, a eficiência económica, e construir a parceria entre o setor público e o setor privado.” O Ministro da Presidência deixou um pedido a todos: “que consigamos, juntos, manter o nosso país dos mais ciberseguros do mundo”.

Já o Coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, Lino Santos, na sessão de abertura da conferência, referiu que cibersegurança existe para tornar a sociedade mais resiliente. Neste sentido, a implementação do novo Regime Jurídico da Cibersegurança, resultante da transposição da chamada Diretiva NIS2, que o Ministro da Presidência espera ver aprovada no final do verão, é um forte contributo para a redução das vulnerabilidades digitais. O Coordenador do CNCS reconhece que a implementação comporta desafios, mas acima de tudo um conjunto de oportunidades.

AICEP

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