No momento da sua constituição, em 1990, a Associação foi visionária e pioneira quando integrou no seu seio os operadores de comunicações, independentemente de serem postais ou de telecomunicações, demonstrando uma clara visão de convergência e complementaridade entre as duas vertentes do setor. Foi também visionária quando congregou os seus membros, não por critérios geográficos, mas sim pela proximidade da língua e das culturas.
Posteriormente, em 2000 e em 2010, na sequência de revisões estatutárias, inovou quando considerou que no desenvolvimento das Comunicações, a integração no seu seio dos reguladores e posteriormente considerou que a relação entre operadores e reguladores era muito forte, complexa e interativa e que, sendo órgãos distintos, fazem parte do mesmo setor das Comunicações.
E acompanhando o natural dinamismo e desenvolvimento estratégico do setor das Comunicações, nomeadamente nas Telecomunicações, o qual, nos tempos de hoje, não se pode dissociar dos Conteúdos, e continuando a inovar, em 2013, com uma nova revisão estatutária, a Associação incorporou no seu seio os Conteúdos (Televisão), reforçando e consolidando, assim, o seu papel de associação representativa e cada vez mais inclusiva das várias áreas das Comunicações no Mundo da Lusofonia.
Com a emergência da Inteligência Artificial (IA) generativa, em finais de 2022, e o seu progressivo desenvolvimento e impacto na aceleração da transformação digital da economia, das empresas e da sociedade, a Associação, em 2025, passa também a relevar na sua atividade o papel dos principais atores e parceiros do Ecossistema Digital que, de forma transversal, afetam todo o setor das Comunicações aos níveis, quer das suas operações e modelos de negócio, quer no âmbito da Regulação.
Hoje a associação é constituída por operadores de Correios e Encomendas, de Telecomunicações e Comunicações Eletrónicas, de Conteúdos (Televisão) e Órgãos Reguladores de Comunicações dos 9 Países e Território de Língua Oficial Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste).
Somos a 1.ª Associação Empresarial dos Países de Língua Oficial Portuguesa e a única associação mundial que congrega Correios, Telecomunicações, Conteúdos (Televisão), Reguladores e Indústria, constituindo um espaço de convergência dos parceiros do setor das Comunicações, com extensos planos de formação e cooperação para o desenvolvimento.
A AICEP é:
• A Associação das Comunicações da Lusofonia
• O Espaço de Convergência dos Parceiros do Setor das Comunicações
A AICEP ser reconhecida pelo seu contributo determinante para a Promoção, Apoio ao Desenvolvimento Sustentável e à Transformação Digital das Comunicações da Lusofonia através de:
- Partilha de informação, debate e reflexão.
- Ações de formação e de capacitação.
- Projetos de desenvolvimento e cooperação.
- Promoção e participação em projetos e estudos de interesse comum.
- Divulgação de iniciativas e de melhores práticas e seu reconhecimento através da atribuição de prémios.
A estratégia alicerça-se nos seguintes pilares complementares e interativos:
Ações orientadas para o apoio aos membros da Associação com vista ao desenvolvimento do setor postal nos respetivos países, tanto numa adequação às estratégias postais, nomeadamente, as emanadas da UPU, como às práticas organizacionais e operacionais, bem como o apoio à preparação e melhor capacitação dos respetivos recursos humanos.
Ações orientadas para o apoio ao desenvolvimento dos membros da Associação no que diz respeito às boas e melhores práticas do setor, bem como ao apoio à preparação e melhor capacitação dos respetivos recursos humanos.
Ações orientadas para os conteúdos e media, o seu desenvolvimento, tendências e desafios e os seus impactos, nas vertentes quer de produção (operadores de produção e divulgação de conteúdos), quer de distribuição (operadores de rede multimédia), instrumentais para a afirmação da Lusofonia no Mundo das Comunicações.
Ações com vista à informação, à reflexão e ao conhecimento dos aspetos regulatórios, designadamente: definições de obrigações de operadores, de igualdade de acesso, de regime de licenciamento e de padrões de qualidade, numa perspetiva de divulgação de boas práticas e tendo em conta uma visão integrada inserida em contextos socioeconómicos específicos.
Ações orientadas para 3 vertentes das políticas de responsabilidade social e compromissos ESG dos membros da Associação:
- Ambiental (Environmental): Refere-se às práticas que uma organização adota para minimizar seu impacto negativo no meio ambiente. Isso inclui gestão de recursos naturais, redução de emissões de gases de efeito estufa, gestão de resíduos e uso sustentável da energia.
- Social e Económico (Social): Envolve a forma como uma empresa trata as Pessoas, incluindo os seus trabalhadores, clientes e a comunidade, em geral. Isso abrange políticas de diversidade e inclusão, direitos humanos, condições de trabalho, saúde e segurança, além do seu envolvimento comunitário e responsabilidade social corporativa.
Vertente muito relevante dado o caráter estruturante das várias áreas do setor das Comunicações para o desenvolvimento socioeconómico sustentado dos países.
- Governança (Governance): Diz respeito às práticas de liderança, auditoria e controle que asseguram a tomada de decisões éticas e transparentes dentro de uma organização.
Programa de ações focado no objetivo de aumentar a capacitação dos membros da Associação em termos da transformação digital, através, designadamente, da constituição de uma plataforma de partilha de conhecimento, formação em competências digitais, divulgação das melhores práticas dos diversos setores (correios e logística, telecomunicações, conteúdos e media e regulação), e envolvendo também, para além dos próprios membros, parcerias com startups e ou empresas tecnológicas no apoio a este programa.
Ações baseadas nas relações institucionais e de parceria com as entidades e organismos das Comunicações e do Mundo da Lusofonia, com vista a ser o Parceiro Natural das Comunicações Lusófonas e a ter um papel ainda mais relevante no debate de ideias, fundamental para o acrescentar de valor às atividades dos membros da Associação.
A associação orientar-se-á, permanentemente, na sua gestão e ação quotidiana, por uma otimização dos recursos.
Os recursos que a Associação dispõe para a sua ação (humanos, físicos e financeiros) são objeto permanente de uma adequada racionalização e boa gestão, não só por serem escassos, mas também por forma a permitirem um retorno acrescido às contribuições quer dos membros, quer de outros financiadores e, assim, aumentarem o valor da atividade da Associação. A permanente e adequada otimização dos seus recursos é, pois, um imperativo da boa gestão quotidiana da Associação.
O universo em que a Associação se insere, constituído pelos seus membros, pelas entidades com quem se articula estreitamente (CPLP, UPU, UIT e outros Organismos das Comunicações e não só) e pela própria Associação, desenvolve inúmeras ações, iniciativas, eventos, etc.
Importa criar, através de uma procura criativa e inovadora, novos suportes de informação para, de forma alargada e regular, divulgar e partilhar mais profunda e amplamente as iniciativas próprias e as de terceiros. Assim se desenvolverá uma coesão e cooperação mais fortes entre os seus membros, incrementando simultaneamente a visibilidade da associação. Melhorar, Inovar a Alargar a Comunicação é, assim, um desígnio da Associação.