O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) anunciou o lançamento de uma plataforma geoespacial destinada a disponibilizar informação sobre a cobertura e a disponibilidade dos serviços de banda larga em todo o território nacional. A ferramenta pretende reforçar a transparência e apoiar a definição de políticas públicas no sector das telecomunicações.
Denominada “Portal Nacional de Banda Larga e Planeamento de Cobertura”, a plataforma foi desenvolvida em parceria com a Cellular Expert, com base em tecnologia de sistemas de informação geográfica. Segundo o INCM, o portal reúne informação geoespacial e estatística numa plataforma interactiva.
A ferramenta foi criada para apoiar o planeamento, a monitorização e a tomada de decisões baseadas em evidências sobre a expansão da conectividade em Moçambique. “A plataforma foi concebida para apoiar uma regulação moderna”, permitindo identificar áreas com e sem cobertura de serviços de dados e Internet de banda larga.
Além de identificar as zonas abrangidas pelos serviços, a plataforma pretende reforçar a transparência e orientar políticas públicas e investimentos destinados à expansão das redes de telecomunicações e do acesso universal. Celso Xerinda, administrador de Assuntos Corporativos do INCM, considera que a ferramenta representa uma mudança na forma de acompanhar e planear o desenvolvimento das comunicações electrónicas.
“Com esta plataforma tecnológica, inauguramos uma nova abordagem para compreender, monitorizar e planear a conectividade em Moçambique, baseada em dados, evidências e informação georreferenciada, capaz de apoiar decisões mais informadas e políticas públicas mais eficazes”, afirmou Celso Xerinda.
Através de um mapa interactivo e de ferramentas de análise, os utilizadores poderão consultar a cobertura da rede móvel por operador e tecnologia, incluindo 2G, 3G, 4G e 5G. O portal disponibiliza igualmente informação geográfica e demográfica, bem como indicadores estatísticos sobre a cobertura territorial e populacional e das principais infra-estruturas do País.
Para Celso Xerinda, a plataforma cria uma base comum de informação que permitirá aos diferentes intervenientes do sector trabalhar com os mesmos dados, reforçando a transparência e a coordenação dos esforços de expansão da conectividade. A ferramenta permitirá ainda aproximar o regulador dos consumidores.
“Qualquer utilizador poderá reportar problemas de cobertura directamente ao INCM”, afirmou Celso Xerinda, explicando que esta possibilidade contribuirá para um conhecimento mais rigoroso da realidade no terreno e para uma participação mais activa dos cidadãos na melhoria contínua dos serviços de telecomunicações.
“Mais do que uma solução tecnológica, esta inovação constitui um instrumento de desenvolvimento”, concluiu.
Diario Economico

