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IA, cibersegurança e privacidade dos dados entre as tendências que vão moldar a evolução das cidades até 2030

Um novo estudo da Deloitte elege mais de uma dezena de tendências como centrais na evolução das cidades até 2030. Conveniência, eficiência, inovação e colaboração são conceitos que os grandes centros urbanos vão querer consolidar, com o apoio da tecnologia.

A Deloitte alinhou um conjunto de 12 tendências que prometem moldar o futuro das cidades até 2030, antecipando uma importância crescente de tecnologias com a inteligência artificial, a biometria ou a cloud, como elementos determinantes para moldar as cidades do futuro, a par de outros.

Cibersegurança e privacidade. A consultora acredita que as cidades terão um papel na promoção de awareness sobre a importância da privacidade dos dados, para além de terem de se preparar para o impacto dos ciberataques, numa realidade onde estes dados serão uma commodity.

Em 2030 antecipa-se também que as cidades vão tirar fortemente partido da inteligência artificial. Seja para garantir a segurança dos dados e os direitos fundamentais dos seus cidadãos, recorrendo a soluções de biometria, reconhecimento facial, câmaras inteligentes ou sistemas de gestão de multidões. Ou para tomarem decisões mais inteligentes, recorrendo a plataformas que orquestram informação de várias fontes, para facilitar a resolução de problemas, permitir eficiências e melhores serviços.

Na mesma linha, infraestruturas e edifícios tendem a ser cada vez mais inteligentes, com os mesmos objetivos de eficiência, num mundo que se preocupará cada vez mais com a pegada de carbono e o consumo energético

Na área da mobilidade, a Deloitte acredita que existirá uma tendência crescente para disponibilizar serviços de transporte as-a-service, centrando cada vez mais as opções de mobilidade nas necessidades dos cidadãos e na intermodalidade. Neste capítulo, menos relacionado com o papel da tecnologia, a consultora também antecipa que as cidades irão preparar-se para que os serviços necessários ao dia-a-dia dos seus cidadãos estejam a uma distância máxima de 15 minutos a pé.

Na saúde esperam-se igualmente mudanças importantes, potenciadas pela tecnologia, que vai permitir alargar cada vez mais os cuidados de saúde à prevenção, com soluções que ajudam a monitorizar o estado de saúde e o bem-estar.

Nesta lista de 12 tendências, a Deloitte também inclui o planeamento das cidades com uma tónica nos espaços verdes; uma preocupação crescente com a oferta de serviços inclusivos; a afirmação da economia circular e da produção local e uma maior promoção de processos colaborativos, que permitam uma participação massiva dos cidadãos.

Os ecossistemas de inovação digital vão ser apostas claras das cidades do futuro e um dos triunfos para captar talento, que ajude a fomentar o emprego. Criar condições para que floresçam e atraiam gente será uma prioridade dos centros urbanos, defende da Deloitte.

O estudo «Urban Future with a Purpose: 12 tendências que marcam o futuro das cidades até 2030» foi coordenado por uma equipa da Deloitte em Portugal e reúne vários exemplos de iniciativas nacionais em diversas áreas, como a promoção da sustentabilidade ou a inovação.

Setembro 2021

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