O ministro das Finanças enalteceu a iniciativa e defendeu que o projeto “é mais uma pedra na construção de uma nação digital”.
Com o lema “Dál Go” e o objetivo promover a exportação através de meios digitais, foi lançada esta sexta-feira, 21 de novembro, no âmbito da 28.ª edição da FIC, na cidade da Praia, a plataforma “Go CV” dos Correios de Cabo Verde. Para o PCA dos CCV, a nova plataforma permite tirar proveito digital num país constituído maioritariamente por jovens.
O Presidente do Conselho de Administração, PCA dos CCV, Isidoro Gomes, explicou à imprensa que a criação desta plataforma digital está enquadrada nas recomendações da União Postal Universal. À semelhança dos outros correios, a ideia, segundo o PCA, é “aproveitar o fenómeno do correio eletrónico”.
“O serviço tradicional em Cabo Verde está em queda e o serviço reservado tem déficit acima dos 100 por cento. Os serviços alternativos conexos que permitiram manter não só a estabilidade económica dos Correios mas também conseguimos crescer de forma sustentável”, disse.
O PCA defendeu que a ideia é aproveitar o digital num país com uma demografia constituída por jovens. “Temos uma nação digital, cidadãos e empresas digitais, por isso temos de aproveitar”, explica.
Dentre outras finalidade da plataforma está a criação de uma aglomeração e oportunidades para as empresas produzirem cada vez mais e criar oportunidades para aumentar a exportação utilizando o digital.
Fazendo parte de uma união constituída por 126 países, o responsável frisa que tinham de aproveitar a experiência e logística do serviço postal para facilitar a produção nacional e, acima de tudo, para ter mais faturação.
“O objetivo é obter mais facturação, mais vendas e mais oportunidade para os próprios trabalhadores tendo em conta que com o aumento da faturação cria-se oportunidade de aumento salarial e de aumentar a riqueza nacional”, conclui.
Presente na cerimónia de lançamento, o vice-primeiro–ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, afirmou que os CCV estão a “interpretar bem” a visão do governo que é de ter um país mais digital com uma economia “cashless”.
“Essa plataforma é uma pedra na construção de uma nação digital, inteligente, responsiva, rápida e próxima dos cidadãos”, afirma o ministro.
O governante salientou ainda que a plataforma é um exemplo de inovação e criatividade, frisando que o país se encontra numa fase de transição digital.
“Cabo Verde tem de ambicionar ser um país digital onde os serviços são prestados no digital e que com a mesma é possível combater a burocracia”.
Para finalizar, o governante afirmou que com a plataforma vai ser possível comprar sem sair de casa e que esse é o passo para construir uma nação “durante digital”.
FIC 2025 conta cerca de 300 stands e com mais de 150 empresas inscritas
Cerca de 300 stands e mais de 150 empresas, a maioria das quais nacionais, já estão inscritas na Feira Internacional de Cabo Verde.
Conforme avança a organização, a feira que decorre de 19 a 22 de novembro nas instalações da FIC, em Achada Grande, na Praia, vai ter workshops, palestras e outras atividades.
Balai CV

