Com dois projetos em operação no país e um terceiro em vias de ativação, o Google defende um framework unificado para cabos submarinos no Brasil a fim de reduzir burocracias, mitigar incertezas regulatórias e acelerar investimentos.
A empresa opera desde 2016 o sistema Junior, que conecta os litorais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Também participa de consórcios como o do cabo Monet (EUA-Brasil-Uruguai), lançado em 2018 e operado com Angola Cables, Antel Uruguay e Algar Telecom/Sparkle.
Além desses, o Google deve em breve ativar o cabo Firmina, que conecta EUA-Brasil-Uruguai-Argentina e foi nomeado em homenagem à escritora brasileira Maria Firmina dos Reis.
Anunciado em 2021, o Firmina está instalado e pronto para operar, mas sofreu atrasos decorrentes de processos de análises regulatórias e ambientais no Brasil, como já reportado pela BNamericas.
Entre os entraves esteve uma greve de servidores do Ibama. Segundo apurou a BNamericas, ainda há pendências regulatórias finais.
“Os entraves no licenciamento ambiental, muitas vezes decorrentes de falta de pessoal ou greves, representam um desafio adicional para o setor. O processo requer a participação de diferentes esferas – federal, estadual, municipal, Marinha, entre outros – e a ausência de um mecanismo centralizado amplia a incerteza jurídica e burocrática”, Michael Mohallem, diretor de assuntos governamentais e política pública do Google Cloud, disse à BNamericas nesta quarta-feira.
“Para projetos de longo prazo, como o de cabos submarinos, a redução desse tempo de licenciamento é fundamental para viabilizar investimentos.”
Bnamericas

